Uma vitória para esquecer

Uma vitória para esquecer

Por Gabriel Pierin, do Centro de Memória

O Santos estreia no Campeonato Brasileiro contra o Grêmio nesse domingo, às 11 horas, na Arena do Grêmio. Lá o Santos conseguiu uma boa vitória pela Copa do Brasil de 2014, mas se há motivos para lembrá-la, também dá vontade de esquecê-la.

O triunfo, por 2 a 0, gols de David Braz e Robinho, dava ao Santos uma ampla vantagem para o jogo de volta. Porém, este nunca aconteceu.

O final do jogo na capital gaúcha ficou marcado por um episódio reprovável. O goleiro santista Aranha sofreu xingamentos racistas da torcida gremista, em cenas mostradas pela tevê. Por isso, o Grêmio foi eliminado da competição por injúria racial.

Era um jogo que tinha tudo para ficar na lembrança dos torcedores pela vitória dos jogadores santistas contra a pressão do time do Grêmio e das mais de 30 mil pessoas que compareceram à arena. Mas, naquela noite de quinta-feira, 28 de agosto de 2014, a alegria do esporte mais popular do mundo perdeu lugar para a intolerância e o preconceito.

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Por Guilherme Guarche, do Centro de Memória

Sete vitórias é a vantagem que o Santos tem sobre o Grêmio depois das 87 partidas que já fizeram: 67 pelo Campeonato Brasileiro, sete em amistosos, cinco pela Copa do Brasil, duas em Libertadores e seis em torneios diversos.

Desse total de 87 jogos, o Santos venceu 35, empatou 24 e perdeu 28, marcando 116 gols e sofrendo 95.
Exclusivamente pelo Campeonato Brasileiro foram 67 jogos, com 26 vitórias do Alvinegro Praiano, 21 empates e 20 derrotas; 84 gols a favor e 67 contra.

Pelé é o principal artilheiro santista desses confrontos, com 10 gols, seguido de Robinho, com quatro, e de Del Vecchio, Jair Rosa Pinto, Coutinho, Giovanni, Alessandro e Alberto, todos com três gols.

O Rei Pelé também é o jogador do Santos que mais atuou contra o Grêmio: 15 vezes. Edu Dracena, Léo e Gabriel jogaram 12 partidas; Arouca, Durval e Renato, 11, e Fábio Costa, 10.

A primeira partida entre ambos foi um amistoso no Estádio da Baixada, em Porto Alegre, jogado em 19 de maio de 1935. Nele, o Santos contou com a participação especial de Friedenreich, que marcou um dos gols santistas. O outro foi de Mário Seixas. Dirigido pelo técnico Bilu, o Santos jogou com Cyro, Neves e Iracino; Marteletti, Ferreira e Jango; Sacy, Friedenreich (Raul), Moran, Mário Seixas e Junqueira. O resultado foi 3 a 2 para o time do Sul.