Santos e Cruzeiro, sempre um clássico

Santos e Cruzeiro, sempre um clássico

Por Odir Cunha, do Centro de Memória

Estatísticas por Guilherme Guarche

Há oito jogos a torcida do Santos não sai do estádio com a sensação de vitória após um jogo contra o Cruzeiro. Nesses jogos o Santos ganhou um, no Mineirão, pela Copa Brasil de 2018, mas acabou eliminado na disputa por pênaltis. No mais, foram sete derrotas e dois empates, incluindo dois revezes por 1 a 0 no Urbano Caldeira. Isso é uma motivação a mais para os santistas no jogo desse sábado, às 21 horas, na Vila Belmiro, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Qualquer que seja a posição dos times na tabela, Santos e Cruzeiro é sempre um clássico e os números provam esse equilíbrio. Das 81 partidas que já fizeram, em 90 anos de rivalidade, o Santos venceu 29, perdeu 30 e empatou 22; marcou 127 e sofreu 117 gols.

Os 65 confrontos pelo Campeonato Brasileiro apontam 22 vitórias santistas, 25 cruzeirenses e 18 empates, com 93 gols do Santos e 90 do Cruzeiro. A situação só se torna favorável ao Alvinegro Praiano quando isolamos os 22 jogos pelo Brasileiros disputados na Vila, pois aí chegamos a 11 vitórias do Santos, oito derrotas e três empates, 40 gols a favor e 28 contra.

Em 2016, a vitória mais recente

No domingo, 31 de julho de 2016, o Santos recebeu o Cruzeiro enquanto estava na briga pela liderança do Campeonato Brasileiro. Era a 17ª rodada, penúltima do primeiro turno, e o Alvinegro disputava o primeiro lugar com Palmeiras e Flamengo. O time de Minas, em má fase, estreava o técnico Mano Menezes.

Após um primeiro tempo equilibrado, o maior entrosamento santista fez a diferença. Aos 16 minutos da segunda etapa Yuri tocou para Caju, que enfiou um passe perfeito para Vitor Bueno, livre, na entrada da área. O meia só esperou a saída do goleiro Fábio para colocar no canto direito. Dez minutos depois, Victor Ferraz cruzou da direita e o lateral Lucas, ao tentar evitar a conclusão de Ricardo Oliveira, acabou cabeceando contra sua própria meta. 2 a 0.

Naquela tarde, treinado por Dorival Junior, o Santos jogou com Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato, Yuri (Rafael Longuini), Vecchio (Jean Mota) e Vitor Bueno; Copete (Joel) e Ricardo Oliveira.

O Cruzeiro atuou com Fábio, Lucas, Manoel, Bruno Rodrigo e Edimar; Bruno Ramires, Ariel Cabral, Robinho e Arrascaeta (Ábila); Rafael Sobis (Rafinha) e Willian. O árbitro foi Wagner Reway, de Mato Grosso, e o público, 13.830 torcedores.

No Brasileiro de 2016 o Santos terminou em segundo lugar, a nove pontos do Palmeiras e com os mesmos 71 pontos do Flamengo, mas com duas vitórias a mais do que o time carioca. Quanto ao Cruzeiro, ficou em 12º lugar, com 51 pontos.

Santistas artilheiros do confronto no Campeonato Brasileiro

1 – Neymar, 5 gols.
2 – Elano e Toninho Guerreiro, 4 gols.
4 – Deivid, Ricardo Oliveira, Robinho, Chulapa, Serginho Dourado e Viola, 3 gols.

No primeiro jogo, goleada santista

Santos e Cruzeiro – à época chamado Palestra – se enfrentaram pela primeira vez no amistoso válido pelo troféu Dr. Antonio Carlos Ribeiro de Andrade, no estádio Antonio Carlos, o “Barra Preto”, em Belo Horizonte. O evento, em um domingo, 31 de março de 1929, serviu para lançar a pedra fundamental do estádio do Cruzeiro.

Dono de um ataque poderoso, que um ano e meio antes tinha marcado 100 gols no Campeonato Paulista, o Santos não deu a menor chance para os anfitriões. Com três gols de Camarão, três de Evangelista e dois de Feitiço – contra dois de Bengala e um de Ninão –, o Alvinegro goleou por 7 a 3, depois de terminar o primeiro tempo vencendo por 3 a 2, no jogo com maior número de gols desse confronto.

Nesse dia de festa o Santos jogou com Athié, Aristides e David; Osvaldo, Julio e Alfredo: Siriri, Camarão, Feitiço, Américo e Evangelista. O Cruzeiro formou com Geraldo, Rizzo e Nereu; Bento, Pires e Nininho; Piorra, Ninão, Zizinho, Bengala e Armandinho. A arbitragem foi de Victor Massa.