Santos e Bragantino, como em 2007

Santos e Bragantino, como em 2007

Por Gabriel Santana, do Centro de Memória

No Campeonato Paulista de 2007 o Santos também enfrentou o Bragantino na quarta rodada, em Bragança Paulista, e também vinha de três vitórias consecutivas. O jogo foi em uma quinta-feira, como será agora, e uma das atrações do confronto era o técnico Vanderlei Luxemburgo – que voltava à cidade onde iniciou sua carreira –, como agora é o técnico argentino Jorge Sampaoli, que em poucas partidas já se revelou a sensação do campeonato. Será que as coincidências pararão aí?

Naquele 25 de janeiro de 12 anos atrás o Santos começou a partida dando a impressão de que iria resolver logo a disputa. O Bragantino, por sua vez, concentrou sua marcação nos meias Cléber Santana e Zé Roberto, tentando anular as principais jogadas do visitante. Mas a eficiência da marcação da equipe local durou apenas 14 minutos, quando o centroavante Fabiano achou Cléber Santana, que finalizou para abrir o marcador.

Até então o time de Bragança Paulista só havia se defendido, mas após sofrer o gol, se arriscou duas vezes ao ataque, com perigo, mas parou no goleiro Fábio Costa. O Bragantino insistiu e por alguns minutos atuou melhor que o Santos. Quase no fim do primeiro tempo, mais precisamente aos 36 minutos, o clube do interior conseguiu o empate, por meio do atacante Alex Afonso, em falha do zagueiro Antônio Carlos.

Para dar mais mobilidade ao ataque, no início do segundo tempo Luxemburgo colocou Rodrigo Tiuí no lugar de Jonas. A alteração logo surgiu efeito. Em jogada individual, aos 20 minutos, Tiuí foi derrubado na área e o árbitro Phillippe Lombard assinalou pênalti. Cléber Santana, com um chute forte, fez o seu segundo gol na partida e o segundo do Santos.

Seis minutos depois, em nova jogada individual, Tiuí passou por dois defensores e tocou na saída do goleiro Felipe para marcar o terceiro gol santista. Mas se passaram apenas dois minutos e o Bragantino chegou ao seu segundo gol, com Zelão. Temendo novo empate, Luxemburgo resolveu reforçar a marcação fazendo entrar o zagueiro Domingos no lugar do atacante Fabiano, e assim o Santos garantiu sua quarta vitória consecutiva no Campeonato Paulista de 2007, que representaria o seu décimo sétimo título estadual.

Retrospecto é ótimo. Menos em Bragança

Segundo informações de Guilherme Gomez Guarche, do nosso Centro de Memórias, o Santos mantém um saldo respeitável de vitórias e gols sobre o Bragantino em todas as situações, com a única exceção dos confrontos em Bragança. Lá o equilíbrio tem sido patente, com ligeira vantagem para o time local.

Até hoje o Santos já enfrentou o Bragantino em 37 oportunidades e em cinco estádios – Ibirapuera, Estádio Nabi Abi Chedid (ex-Marcelo Stéfani), Morumbi, Pacaembu e Urbano Caldeira –, com 19 vitórias, 10 empates e oito derrotas; 69 gols a favor e 40 contra.

Se forem contadas apenas jogos pelo Campeonato Paulista, a superioridade continua grande, pois em 28 partidas o Alvinegro Praiano venceu 15, empatou oito e perdeu oito; marcou 51 gols e deixou passar 28.

Agora, ao isolar apenas os 12 duelos jogados em Bragança, pelo Campeonato Paulista, vemos que o Santos obteve três vitórias, empatou cinco vezes e perdeu quatro; marcando 15 gols e sofrendo 18.

Somando-se todos os 16 jogos realizados em Bragança, temos cinco vitórias santistas, cinco empates e seis do Bragantino, com 22 gols do Santos e 23 do adversário.

Maiores goleadas, na Vila

As duas maiores goleadas do Santos sobre o Bragantino foram obtidas na Vila Belmiro: 6 a 2, em 5 de outubro de 1966, e 6 a 3 em 18 de fevereiro de 2010, ambas válidas pelo Campeonato Paulista.

Artilheiros santistas do confronto

Pelé, Toninho Guerreiro e Jamelli, todos com quatro gols.

Primeira partida, há 61 anos

Santos e Bragantino se enfrentaram pela primeira vez há 61 anos, em um amistoso jogado em 19 de janeiro de 1958, no Estádio Marcelo Stefani, atual Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.

Naquela tarde de domingo, o Santos, que já ensaiava os primeiros passos para conquistar o mundo, foi escalado assim pelo técnico Luiz Alonso Perez, o Lula: Manga, Dalmo, Getúlio, Fioti e Brauner (Feijó); Urubatão e Jair Rosa Pinto (Afonsinho); Dorval (Alfredinho), Pagão (Guerra), Pelé (Ciro) e Tite (Pepe). O Bragantino jogou com Rei, Washington e Cassiano; Pelro, Nelson e Jackson; Baiano, Zeca, Wilson, Tico e Alfeu. O árbitro da partida foi João Etzel.

Com gols de Guerra, Pelé, Pepe e Tite, contra apenas um de Zeca, o Santos venceu por 4 a 1 e já deu mostras de que faria uma grande temporada. Naquele ano o ofensivo Alvinegro Praiano conquistaria seu quarto título paulista com folga, marcando 143 gols na competição.