Recopa Sul-americana, o título que faltava

Recopa Sul-americana, o título que faltava

Por Gabriel Santana, do Centro de Memória

Em 1968 o Santos conquistou as suas duas primeiras Recopas: a Sul-americana e a Mundial. Apenas equipes campeãs do mundo participavam daquela competição. A atual Recopa Sul-americana consiste no confronto entre os campeões da Taça Libertadores e da Copa Sul-americana. Esse título, que ainda faltava para o Peixe, foi conquistado em 26 de setembro de 2012, com uma vitória sobre a Universidad de Chile, no Pacaembu, e a taça que faltava agora está exposta no Memorial das Conquistas da Vila Belmiro.

Em 2011 a torcida pôde sorrir à toa. Além de conquistar o Campeonato Paulista, o Santos voltou a vencer a Copa Libertadores da América, após 48 anos. A conquista concedeu ao clube uma vaga no Mundial Interclubes e o direito de disputar a Recopa Sul-Americana no ano seguinte.

O primeiro confronto da grande final foi realizado em Santiago do Chile, em 22 de agosto. O time santista dominou o primeiro tempo, apesar do bom adversário e do entusiasmo dos 45 mil torcedores chilenos. Perdeu diversas chances, entre elas um pênalti cobrado por Neymar. Na segunda etapa, a Universidad equilibrou o jogo, mas a partida acabou sem gols, deixando a decisão para o jogo em São Paulo.

O segundo título no Centenário

A torcida santista já havia comemorado um título no tão esperado ano do centenário, o Campeonato Paulista de 2012, e queria mais. Um público de 22 388 pagantes foi até o Pacaembu, esperançoso de comemorar mais um título internacional.

Escalado por Muricy Ramalho, o Santos foi a campo com Rafael, Bruno Peres (Éwerton Páscoa), Bruno Rodrigo, Durval, Léo (Gérson Magrão), Adriano, Arouca, Felipe Anderson, Patito Rodríguez (Miralles), Neymar e André.

Após um começo melhor da equipe chilena, o Alvinegro equilibrou o jogo e aos 27 minutos tratou de dar a primeira alegria da noite ao torcedor. Neymar recebeu a bola de Felipe Anderson na entrada da área, tocou rápido para André e recebeu de volta de frente para o gol. Com toda a sua categoria, o camisa 11 tocou no canto direito, sem chances para o goleiro Johny Herrera.

O Santos criou mais algumas chances claras de gol no primeiro tempo, por meio do trio Felipe Anderson, Patito Rodriguez e Neymar, mas não ampliou o marcador.

Na volta do intervalo, a Universidad de Chile não esboçava reação e o Santos continuava controlando a partida. Aos 15 minutos, após cruzamento de Neymar, o zagueiro Bruno Rodrigo aproveitou seu 1,86 metro de altura para marcar o segundo gol do Peixe.

O time chileno não tinha mais forças para reagir, e restou ao Alvinegro apenas esperar o apito final do árbitro uruguaio Martin Vázquez para comemorar o seu 9º título oficial internacional.

Neymar, capitão da equipe naquela noite, fez questão de chamar Edu Dracena, o capitão oficial do time – que, contundido, não pôde atuar naquela final – e Léo, um dos mais experientes do elenco, para levantar a taça junto a ele. A Recopa foi o sexto título oficial do Santos em três anos, média de dois por temporada.