Paulinho McLaren, um artilheiro de ponta

Paulinho McLaren, um artilheiro de ponta

Por Odir Cunha, do Centro de Memória

Rápido, bom finalizador, Paulo César Vieira Rosa, que neste dia 28 de setembro está fazendo 56 anos, se transformou em Paulinho McLaren ao seguir o conselho do cinegrafista Reynaldo Cabrera e comemorar o seu gol – o segundo do Santos contra o Vitória, na Vila Belmiro – correndo com as mãos à frente, como se pilotasse o Fórmula-1 do piloto brasileiro Ayrton Senna. Era uma segunda-feira, 18 de março de 1991.

– Depois do jogo o Milton Neves me colocou para falar com o Ayrton, que pilotava um McLaren-Honda, e foi aí que o apelido pegou. Só sei que a partir dali o Ayrton ganhou várias provas e foi campeão do mundo, enquanto eu fui o artilheiro do Campeonato Brasileiro – lembra Paulinho.

Nascido na pequena Igaraçu do Tietê, em São Paulo, Paulinho começou sua carreira no Bandeirante de Birigui, aos 17 anos, e passou por clubes menores do Interior de São Paulo antes de ser contratado pelo Atlético Paranaense, em 1989, e se mudar no mesmo ano para o Figueirense e para o Santos.

No início teve dificuldade para conquistar a confiança da torcida, mas no começo de 1991, aos 27 anos, se tornou o centroavante titular do Alvinegro Praiano depois de marcar os gols da vitória sobre o São Paulo por 2 a 1, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.

A partir da partida contra o Vitória, em que homenageou Ayrton Senna, voltou a marcar na maioria dos jogos, tornando-se o sétimo jogador do Santos a atingir a artilharia de um Campeonato Brasileiro. Sua grande exibição ocorreu em 23 de maço de 1991, no Maracanã, em que fez todos os gols da vitória sobre o Botafogo por 3 a 0.

Depois de Paulinho, o Santos voltou a liderar a artilharia do Brasileiro em mais seis edições e, com 13 artilheiros na história da competição, detém, com folga, a liderança nacional em mais este quesito.

Na melhor fase de sua carreira, Paulinho só permaneceu no Santos até 1992, pois acabou contratado pelo Porto, de Portugal, iniciando um novo périplo que só terminou em 1999, no Santa Cruz. Com passagens por 19 times, o atacante marcou 483 gols na carreira profissional.

No Santos, Paulinho McLaren fez 142 jogos e 57 gols. Os números não parecem muito significativos se comparados aos dos maiores ídolos do clube, mas a verdade é que Paulinho chegou em boa hora ao Santos e, com sua energia, eficiência e irreverência deu muitas alegrias e levantou o amor próprio dos santistas.

Ao pendurar a chuteira, formou-se em Educação Física pelo Unifae, o Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino em São João da Boa Vista, e passou a atuar como técnico. Hoje já soma trabalhos em uma dezena de equipes.