Memória: Gylmar, um dos maiores da história, estreava no gol do Santos FC

Memória: Gylmar, um dos maiores da história, estreava no gol do Santos FC

No dia 07 de janeiro de 1962 estreava no arco santista, aquele que é tido até hoje como o melhor goleiro que o Santos Futebol Clube teve em toda sua secular história: Gylmar dos Santos Neves, apelidado de Girafa. Sua primeira participação na meta praiana foi na goleada imposta ao Barcelona de Guayaquil, em partida amistosa disputada no Equador por 6 a 2, com Coutinho marcando 04 gols, Zito e Pepe um gol cada. O Peixe formou com: Laércio (Gylmar), Olavo e Décio Brito; Lima, Calvet (Formiga) e Zito (Getúlio); Dorval, Tite (Mengálvio), Coutinho, Pelé (Pagão) e Pepe (Tite). O técnico era Luiz Alonso Perez, o Lula.

Gylmar defendeu o Peixe em 331 partidas e é o 4º goleiro que mais vezes defendeu a meta do clube, no período de 1962 a 1969, na chamada época de ouro do time santista. Os goleiros que com ele se revezaram na meta santista foram: Laércio, Silas, Cláudio e Aguinaldo. Suas conquistas mais importantes no Peixe foram:

Campeão Mundial (1962/1963), Campeão Sul-Americano (1962/1963), Campeão Brasileiro (1962/1963/1964/1965/1968), Campeão Torneio Rio-São Paulo (1963/1964/1966), Campeão Paulista (1962/1964/1965/1967/1968), Campeão Recopa Sul-Americana (1968) e Campeão Recopa Mundial (1968).

Sua última participação na meta do Peixe foi no dia 05 de outubro de 1969, na derrota diante do Cruzeiro por 3 a 2 no Torneio Roberto Gomes Pedrosa no Morumbi com Edu e Douglas marcando para o Santos, que formou na despedida do goleiro com: Gilmar; Lima, Djalma Dias, Joel Camargo e Turcão; Clodoaldo e Nenê (Negreiros); Manoel Maria, Douglas, Edu e Abel (Coutinho). O técnico era Antônio Fernandes, o Antoninho. Com a camisa do Peixe, Gylmar defendeu a Seleção Brasileira em 38 partidas.

Curiosidade

O fenomenal goleiro iniciou sua carreira na equipe amadora do time dos Portuários da Cia. Docas de Santos. Depois foi para o Jabaquara, indo na sequência jogar no Corinthians, comprado como “contrapeso” já que os dirigentes do clube da capital queriam levar o meio-campista Ciciá. O Jabaquara só fechou o negócio se o clube levasse Gylmar junto.

Guilherme Guarche – Centro de Memória