Jair Rosa Pinto, o veterano que resolveu

Jair Rosa Pinto, o veterano que resolveu

Guilherme Guarche e Gabriel Santana , do Centro de Memória

Quando chegou ao Santos, em 1956, o meia armador Jair Rosa Pinto já era um veterano de 35 anos muito conhecido pelo público que apreciava um bom futebol, após passagens por Madureira, Vasco, Flamengo e Palmeiras, além da Seleção Brasileira. Jair, apelidado “Jajá de Barra Mansa”, nasceu em 21 de março de 1921, segunda-feira, em Quatis, distrito de Barra Mansa, no Vale do Paraíba Fluminense, Estado do Rio de Janeiro.

Temido pelos goleiros, Jair tinha um chute forte na perna canhota e costumava fazer gols em tiros de longa distância. Essa potência anormal no chute lhe valeu o apelido de “Coice de Mula”. O ponta-esquerda Pepe, que jogou ao seu lado, afirma que a barreira até saía da frente quando Jair ia cobrar uma falta.

Mas também era exímio no passe enfiado entre os zagueiros. Convocado diversas vezes para defender a Seleção Brasileira, foi titular da equipe que disputou a Copa de 1950, no Brasil, e que até hoje traz triste lembrança aos torcedores brasileiros.

Participou ativamente do time santista que estava se formando na Vila Belmiro, transmitindo experiência aos atletas mais jovens, principalmente para o garoto Pelé. Com a camisa do Santos venceu três Campeonatos Paulistas (1956, 1958 e 1960) e um Torneio Rio-São Paulo (1959). No Peixe jogou 195 partidas e marcou 34 gols.

Após deixar o Santos, foi contratado pelo São Paulo e antes de encerrar a carreira, aos 42 anos, ainda jogou na Ponte Preta. Ao pendurar as chuteiras, virou treinador e dirigiu a equipe santista em 1972. Permaneceu apenas 31 jogos no comando do time Alvinegro. Faleceu no Rio de Janeiro, vítima de embolia pulmonar, em 28 de julho de 2005, aos 84 anos.

Curiosidade: O nome do atual Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, foi dado em homenagem a Jair Rosa Pinto. O presidente nasceu também em um dia 21 de março, na cidade paulista de Glicério, e o seu pai, Geraldo, palmeirense roxo, resolveu dar ao filho o mesmo nome do ídolo, já que no ano em que Bolsonaro nasceu, 1955, Jair Rosa Pinto era um dos astros do time da capital.