Estatísticas, ora as estatísticas

Estatísticas, ora as estatísticas

Por Odir Cunha

Faltam poucas horas para o confronto decisivo por uma vaga nas quartas de final da Conmebol Libertadores, nesta terça-feira (28), às 19h30, no Pacaembu. É a certeza de um jogo histórico pela frente…

Santos e Independiente só se enfrentaram 14 vezes até agora. Foram quatro vitórias santistas, seis do adversário e quatro empates, com 19 gols do Alvinegro e 23 do time argentino. Na hora do jogo nada disso vai valer.

Basta reviver Toninho Guerreiro

Por Guilherme Gomez Guarche

Nasceu Antônio Ferreira, no futebol se consagrou como Toninho Guerreiro, mas seus colegas daquele Santos fabuloso dos anos 60 tinham a liberdade e a intimidade de chamá-lo de Meméia. Nasceu em Bauru, em 1942, faleceu no bairro paulistano da Lapa, em 1990, e em vida deixou seu nome na história.

Nosso pensamento se volta a ele nesses dias que antecedem a partida que decidirá a vaga para as quartas de final da Libertadores de 2018. Particularmente acredito na vitória do Santos contando com a ajuda espiritual daquele que encarnou como poucos a obsessão pelo sucesso na profissão que escolheu para sua vida, um tanto quanto conturbada depois que abandonou o futebol.

Muito mais que um simples guerreiro, ele foi um autêntico gladiador, pois queria a vitória a todo custo, não media esforços, se empenhava, lutava, brigava, só não morreu dentro das quatro linhas, envergando a camisa do Santos, porque o destino não quis e preferiu que continuasse sua odisseia de batalhador e artilheiro em outra arena na pauliceia desvairada de Mário de Andrade.

É invocando seu passado de guerreiro que queremos ver o time santista nesta terça-feira, no Pacaembu, lutando bravamente pelo resultado, e que os torcedores santistas peçam silenciosamente nas arquibancadas que o espírito do indomável guerreiro incorpore nos jogadores que defenderão o time de Vila Belmiro diante dos milongueiros argentinos.

E que a garra e o amor que ele, o valente Toninho Guerreiro, tinha quando atuava pelo esquadrão de Vila Belmiro, seja idêntico àquele que demonstrou na partida frente aos Diabos Vermelhos Argentinos jogada na Venezuela e que deu ao Santos o título de Campeão do Torneio de Caracas. Naquele dia 23 de fevereiro de 1964 o Alvinegro goleou o então campeão da Libertadores por 4 a 0, com dois gols de Pelé e dois de Toninho Guerreiro. O primeiro gol do jogo, de Toninho, foi o de número 6.000 da história do Alvinegro mais famoso do mundo.

Para terminar, desculpem a quebra de protocolo, mas só me resta abrir o peito em um refrão que deve ecoar pelo Pacaembu nesta noite:

Vai pra cima deles, Santos!

Vai com determinação!

Tu que és o glorioso,

Visto teu manto com amor e emoção!