E o Santos criou mesmo “um monstro”

E o Santos criou mesmo “um monstro”

Por Gabriel Santana, do Centro de Memória

No início do segundo turno do Brasileiro de 2010 o Santos recebeu o Atlético/GO na Vila Belmiro, em um jogo que ganharia tons dramáticos. O time que encantou o Brasil no primeiro semestre já não era mais o mesmo, pois alguns jogadores já haviam deixado a Vila Belmiro, casos de Robinho e André. E o camisa 10, Paulo Henrique Ganso, estava lesionado.

Logo aos 13 minutos o time goiano abriu o placar, com Josiel. Após fazer o primeiro gol, o Atlético recuou. O Santos, que já era o melhor na partida antes do gol, continuou dominando, mas não conseguiu empatar.

O início do segundo tempo repetiu o primeiro. Aos cinco minutos o Atlético/GO fez 2 a 0. Dessa vez, porém, o Alvinegro reagiu prontamente e diminuiu logo na sequência, com Edu Dracena.

Nisso, o técnico Dorival Júnior fez duas alterações que mudaram o rumo da partida. Entraram Madson e Alan Patrick, saíram Pará e Marquinhos. Aos 30 minutos Madson empatou, em bonita jogada individual. E aos 34 Alan Patrick fez o terceiro, colocando o Santos em vantagem pela primeira vez.

A partir da virada, a partida se mostrou tranquila para o Peixe, que cadenciou o jogo. Aos 37 foi marcado um pênalti para o time santista. Neymar pediu a bola, mas, após uma discussão do craque com o técnico Dorival Junior, Marcel é quem foi para a cobrança e fechou o placar em 4 a 2.

Após a partida, o então técnico do Atlético, Renê Simões, afirmou que o Santos estava “criando um monstro”, se referindo ao jovem Neymar. Simões usou a palavra com conotação negativa, mas acabou acertando na previsão. Neymar virou um monstro, um craque bem acima da média e se tornou um dos melhores jogadores do mundo.

Primeira vez pela Copa do Brasil 

Por Guilherme Guarche, do Centro de Memória

Santos e Atlético Goianiense nunca se enfrentaram pela Copa do Brasil, mas nos dez jogos já disputados entre ambos, nove deles pelo Campeonato Brasileiro, o Alvinegro Praiano tem o bom saldo de cinco vitórias, três empates e duas derrotas, 15 gols marcados e 12 sofridos.

A última partida em Goiânia ocorreu em 1º de julho de 2017, no estádio Olímpico, e terminou empatada por um gol. Thiago Maia marcou para o Santos.

Artilheiros e técnicos santistas

Dos 15 gols do Santos marcados no confronto, cada um foi feito por um jogador diferente. Foram eles: Ribamar, Osmarzinho, Oswaldo, Wesley, Zé Eduardo, Edu Dracena, Madson, Alan Patrick, Marcel, Ganso, Patito Rodriguez, Bruno Rodrigo, Thiago Maia, Ricardo Oliveira e Miralles.
Dos técnicos que dirigiram o Santos, Muricy Ramalho o fez em quatro partidas; Dorival Junior e Levir Culpi em duas e Candinho e Chico Formiga em uma.

Onde jogaram

Foram realizados dois jogos em Santos, dois em São Paulo, cinco em Goiânia e um em Gama. O Estádio Serra Dourada recebeu quatro dos dez jogos.

Santos em Goiás

Em Goiás o Santos já jogou 43 partidas, tendo vencido 16, empatado 13 e perdido 14, marcando 73 e sofrendo 61 gols. A primeira partida em solo goiano ocorreu em 17 de maio de 1958, com o Peixe goleando a equipe do Sírio Libânes por 7 a 1. Nessa partida aconteceu a estreia do centroavante Coutinho, com apenas 14 anos e 11 meses, autor de um dos gols da goleada.

Primeira partida

17 de setembro de 1986
Campeonato Brasileiro
Serra Dourada – Goiânia
Santos FC 1 x 0 AC Goianiense
Público: 16.848 espectadores
Renda: Cz$ 476.680
Santos: Rodolfo Rodriguez, Ijuí, Maurício, Nildo e Paulo Robson; Dunga, Ribamar e Junior; Serginho Secundino, Serginho Chulapa e Carlos Alberto Borges (Antonio Carlos). Técnico: Francisco Ferreira de Aguiar, o Formiga.
Atlético Goianiense: Leoneti; Eduardo, Serginho, Dick e Celio; Valdeir, Nelio e Marçal (Odnei); Osmarzinho, Olair (Eneas) e Willian. Técnico: Arizona.
Árbitro: Manoel Serapião Filho
Gol: Ribamar