Arriba Santos!

Arriba Santos!

Por: Odir Cunha

O doce e caliente México, onde o Santos FC jogará no dia 7 de julho, contra o Monterrey, e três dias depois, contra o Querétaro, é um país de boas recordações para os santistas. A começar no longínquo ano de 1959, quando o Alvinegro Praiano jogou pela primeira vez por lá e já ganhou o Pentagonal do México, marcando 13 gols em cinco jogos, derrotando as quatro equipes mexicanas – Chivas Guadalajara (4 a 2), León 2 a 0), Atlas e (4 a 1) América – e só perdendo para o Uda Duklas, da Tchecoslováquia, quando o título estava garantido.

E esse primeiro troféu do Santos FC na América do Norte foi conquistado em 12 de fevereiro, com uma goleada de 5 a 0 diante do popularíssimo América, no Estádio Olímpico Universitário, espetáculo assistido por 80 mil pessoas. O Santos FC, do técnico Lula, jogou com Manga (Laércio); Hélvio e Dalmo (Feijó); Getúlio, Ramiro (Fioti) e Zito; Dorval, Álvaro (Afonsinho), Pagão (Coutinho), Pelé e Pepe. Pelé marcou três gols, Pepe um e Dorval um.

O Santos FC voltaria a ser campeão no México em 1961, no Torneio Pentagonal de Guadalajara, na Cidade do México, e em 1977, no Torneio Triangular do México, em León. Em nenhum deles, porém, enfrentou o Monterrey ou o Querétaro, seus próximos adversários.

Jogo contra o Monterrey foi beneficente

O Querétaro terá a oportunidade de enfrentar o Santos FC pela primeira vez em sua história, mas o Monterrey já jogou contra o Alvinegro Praiano. O confronto, um amistoso, foi realizado em 24 de julho de 1971 no Estádio da Cidade Universitária, diante de um público de 25 mil pessoas.

Dirigido por Mauro Ramos de Oliveira, o Santos FC jogou com Cejas, Orlando, Ramos Delgado, Marçal e Turcão; Léo Oliveira e Dicá (depois Fito); Jader, Mazinho, Pelé e Edu. O meio-campo Olague abriu o marcador para os mexicanos aos 43 minutos do primeiro tempo e Edu empatou aos 15 do segundo. Nenhum outro gol foi marcado.

A arrecadação da partida, equivalente a 453.180 cruzeiros, foi doada à Clínica Santa Maria, dedicada à assistência de menores desamparados. Antes da partida, o governador do estado de Nuevo León, Luís Farías, fez uma homenagem a Pelé.

Rafael, herói do grande jogo

O jogo mais importante que o Santos FC realizou no México ocorreu em 3 de maio de 2011, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América. A partida foi realizada em Querétaro, a 220 quilômetros da Cidade do México. Com uma grande atuação do goleiro Rafael o Santos FC garantiu o empate sem gols com o América e se classificou para as quartas da competição que lhe daria o tricampeonato da Libertadores.

Nessa partida o técnico Muricy Ramalho escalou o time com Rafael, Jonathan, Edu Dracena (depois Alexsandro), Durval e Léo; Arouca (Rodrigo Possebom), Danilo, Adriano e Ganso; Neymar e Zé Eduardo.

Santos FC tem o triplo de vitórias

O Centro de Memória do Santos FC, por meio dos pesquisadores Guilherme Gomez Guarche e Gabriel Santana, informa que o retrospecto santista contra equipes mexicanas é espetacular. Em 50 partidas, o Santos FC venceu 28 e perdeu nove, com 13 empates; marcou 102 gols e sofreu 60.

Se forem analisados apenas os jogos realizados no México, ainda assim o Santos FC tem um saldo positivo, pois em 33 jogos venceu 12, perdeu nove e empatou 12; marcou 60 gols e sofreu 47.

O Santos Mexicano e Lucho Gatica

Por: Guillherme Gomez Guarche

No Pentagonal do México de 1961, após a partida contra o Necaxa, na Cidade do México, diretores do Santos Futebol Clube de Laguna visitaram a delegação do Alvinegro Praiano e confraternizaram com os santistas. Essa agremiação tinha sido fundada no em 1960 em homenagem ao glorioso Santos Futebol Clube.

Depois da visita da delegação do Santos mexicano, toda a delegação do Alvinegro mais famoso do mundo compareceu à bonita mansão do famoso cantor internacional Lucho Gatica, situada em local conhecido como Jasmime Y Rosas, um pedaço do céu na capital mexicana, onde foram recepcionados pelo cantor, que cantou vários boleros em homenagem à gente santista e distribui um disco autografado a cada jogador.

Augusto Vieira de Oliveira, Tite, o craque-cantor do Santos FC, aproveitou para dar um show de interpretação, mostrando seus dotes artísticos ao famoso Lucho Gatica, um cantor chileno radicado no México que ficou conhecido como “O Rei do Bolero”, imortalizado pelas canções “Contigo em La Distancia”, “El Reloj” e “La Barca”, entre outras músicas de sucesso nas décadas de 1950 e 1960.