A Baleia e o Delfín

A Baleia e o Delfín

Por Odir Cunha, do Centro de Memória

Há semelhanças e diferenças entre Santos e Delfín, adversários que se enfrentarão pela primeira vez nesta terça-feira, às 19h15, na Vila Belmiro, pela segunda rodada da Copa Libertadores da América. Os dois times estão localizados em cidades portuárias e têm um animal marinho como símbolo. O do Santos, sabemos, é a Baleia. O Delfín, por sua vez, se autodenomina El Cetáceo. Mas as coincidências param por aí.

A cidade de Santos tem mais de 400 mil habitantes, é banhada pelo Oceano Atlântico, abriga o maior porto da América Latina e seu time, o primeiro bicampeão mundial, revelou dezenas de craques, entre eles o maior de todos, Pelé, e é um dos mais conhecidos do planeta.

O Delfín, sediado em Manta, cidade de cerca de 130 mil habitantes na costa Oeste do Equador, às margens do Oceano Pacífico, está iniciando sua caminhada internacional. Ele será o quarto clube equatoriano a enfrentar o Santos pela Libertadores.

O Alvinegro já se defrontou com El Nacional, LDU e Barcelona de Guayaquil, e o retrospecto contra essas equipes mostra um equilíbrio que exige cautela. A história desses confrontos é recente, começou em 2003, quando a base do Santos era o time campeão brasileiro de 2002.

Entre março de 2003 e março de 2004 o Santos jogou quatro vezes contra times equatorianos Copa Libertadores e não soube o que é derrota. Em 2003 empatou duas vezes com o El Nacional (0 a 0 e 1 a 1) e nas dezesseis de final da Copa de 2004 venceu o Barcelona de Guayaquil por 3 a 1 no Equador e 1 a 0 na Vila Belmiro.

Na fase seguinte dessa mesma Libertadores de 2004, o Santos se deparou contra outro equatoriano, a LDU. E dessa vez perdeu em Quito por 4 a 2, venceu na Vila por 2 a 0 e buscou a classificação na cobrança de tiros diretos da marca do pênalti.

A mesma LDU enfrentou o Santos duas vezes pela fase de grupos da Libertadores de 2005. O Alvinegro Praiano perdeu em Quito por 2 a 1, mas venceu na Vila por 3 a 1 e passou para a fase seguinte na liderança de seu grupo e com a melhor campanha entre os clubes brasileiros.

Em setembro de 2017 o Barcelona de Guayaquil voltou a ser o adversário do Santos, pelas quartas de final. O Alvinegro conseguiu um bom empate de 1 a 1 em Guayaquil, mas foi surpreendido na Vila e acabou eliminado por um gol solitário de Jonathán Alves.

Enfim, o retrospecto dos jogos entre Santos e os equatorianos, pela Libertadores, é bem equilibrado: em 10 confrontos o Alvinegro ganhou quatro, perdeu três e empatou três; marcou 14 gols e sofreu 11.

Nas estatísticas de todos as 19 partidas contra equipes do Equador, em competições oficiais ou jogos amistosos, o Santos venceu nove (47%), perdeu seis (31%) e empatou quatro (22%); marcou 43 gols e deixou passar 27.

Quem é o Delfín

Na melhor fase de sua história, o Delfín Sporting Club, fundado em 1989, surpreendeu os grandes de seu país ao terminar em segundo lugar o Campeonato Equatoriano de 2017, o que lhe deu o direito de disputar, no ano seguinte, a sua primeira Copa Libertadores. Disputou também a de 2019 e esta de 2020 representa a sua terceira participação. Nas duas anteriores foi eliminado nas fases iniciais. Seu estádio, o Jocay, tem capacidade para 17 834 espectadores.