A Batalha de Rosário Central

A Batalha de Rosário Central

Por Gabriel Pierin, do Centro de Memória

Ao vencer o seu quinto Torneio Rio-São Paulo, em 1997, o Santos ganhou o direito de disputar a VII Copa Conmebol, torneio criado no ano de 1992. E após passar por diversas dificuldades, principalmente na grande final, no dia 21 de outubro de 1998, o Santos FC conquistou a Copa Conmebol, o seu 7º título internacional, ao empatar com a equipe do Rosário Central em 0 a 0.

A competição era disputada no formato eliminatório, e para chegar até a decisão, o Santos enfrentou as equipes do Once Caldas, da Colômbia, nas oitavas de finais, LDU, do Equador, nas quartas de finais, e o Sampaio Correia, nas semifinais.

Na primeira partida da grande final diante do time argentino, no dia 7 de outubro, o Peixe venceu na Vila Belmiro com um tento solitário de Claudiomiro. Os atletas santistas Viola e Jean, além do técnico Emerson Leão, foram expulsos de campo. Já do lado do adversário, foram expulsos três jogadores.

No embate decisivo, além dos dois jogadores expulsos, o Santos também não pode contar com Argel, Lúcio e Jorginho, que estavam lesionados. Prevendo um clima hostil, a comissão técnica santista exigiu, após reunião com o presidente da entidade sul-americana, Nicolas Leoz, que houvesse mais segurança para todos os membros da delegação santista, que contava com apenas 15 jogadores para o confronto.

E com diversas mudanças, assim o técnico Emerson Leão escalou o time para a batalha no estádio Gigante Arroytio: Zetti, Anderson, Sandro, Claudiomiro e Athirson; Marcos Bazilio, Elder, Narciso e Eduardo Marques; Fernandes (Baiano) e Alessandro (Adiel).

Quando o ônibus santista se aproximou do estádio – tomado por cerca de 50 mil pessoas, sete mil a mais do que a lotação oficial – os torcedores do Rosário tentaram cercá-lo e foi preciso que a polícia local atirasse várias vezes para o alto para limpar o caminho.

Após diversas confusões, a partida iniciou com um atraso de 40 minutos

O time da casa buscou tomar a iniciativa, mas o Santos se defendeu bem e ainda conseguiu um ou outro ataque. Apenas com dois reservas de linha no banco, o Alvinegro não podia ter jogadores machucados, mas também não podia evitar as divididas.

Eduardo Marques perdeu a cabeça e foi expulso. Pouco depois o argentino Daniele também apelou e teve a mesma sorte. O árbitro paraguaio Ubaldo Aquino soube usar a sua experiência para levar o jogo até o final.

Com uma enorme garra e uma grande atuação do goleiro Zetti, o Santos segurou o empate em 0 a 0, e conquistou o título mais brigado de sua história.

Os heróis

Na campanha vitoriosa, o Peixe utilizou os seguintes jogadores: Zetti, Argel, Athirson, Anderson, Claudiomiro, Sandro, Lúcio, Narciso, Viola, Jorginho, Adiel, Nando (g), Jean, Baiano, Dutra, Élder, Marcos Bazílio, Fernandes, Alessandro, Baez, Fernando Fumagalli, Fernando, Eduardo Marques, Gustavo Nery e Ronaldo Marconato