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Araken Patusca, o primeiro grande ídolo

Gabriel Pierin, do Centro de Memória

Há 121 anos, em 7 de julho de 1905, nascia Araken Patusca, o primeiro grande ídolo do Santos Futebol Clube. Um nome que ajudou a formar a identidade do clube na era do futebol amador e que marcaria época pela técnica, pelos gols e pela personalidade em campo.

Em 1925, durante a excursão europeia do Paulistano — clube da capital paulista ao qual estava emprestado pelo Santos — Araken ganhou da imprensa francesa o apelido de “Le Danger”, em referência ao seu estilo ofensivo e decisivo, que chamava atenção nos gramados europeus.

Filho de Sizino Patusca, primeiro presidente do Santos entre 1912 e 1913, Araken teve uma ligação natural com o clube da Vila Belmiro. Sua história com o Santos começou de forma curiosa: aos 15 anos, em 1920, ele estava na Vila Belmiro apenas como espectador quando o ponta-esquerda Edgar da Silva Marques passou mal durante o aquecimento. O diretor de futebol Urbano Caldeira o colocou em campo no segundo quadro. No empate em 5 a 5 contra o Jundiaí, Araken marcou quatro gols, iniciando sua trajetória no clube.
 
Sua estreia no time principal ocorreu em 4 de fevereiro de 1923, aos 18 anos, em amistoso contra o Paulista de Jundiaí, na Vila Belmiro. O Santos foi derrotado por 4 a 1, com Chico Massulo marcando o gol santista.
 
Em 1927, Araken viveu uma de suas fases mais marcantes, integrando o chamado Ataque dos 100 gols, ao lado de Omar, Camarão, Feitiço e Evangelista. Naquele ano, foi também o artilheiro do Campeonato Paulista, com 35 gols, e marcou sete vezes na vitória por 12 a 1 sobre o Ypiranga.
Em 1929, após divergências com a diretoria, foi suspenso por 90 dias por demonstrar apoio aos jogadores Siriri e Bilu. Ainda que a punição tenha sido posteriormente suspensa, Araken não permaneceu no clube.
 
Em 1930, participou de duas partidas pela Seleção Brasileira na primeira Copa do Mundo, no Uruguai, integrando o grupo de atletas vinculados à Confederação Brasileira de Futebol.
 
Seu retorno ao Santos ocorreu em 1935, quando voltou a vestir a camisa do clube ao lado de nomes de sua família, como seus irmãos Ararê e Ary Patusca, além dos primos Arnaldo e Oswaldo Silveira. Nesse retorno, participou da campanha do título paulista inédito conquistado pelo Santos.
Ao todo, Araken Patusca atuou em 193 partidas pelo clube e marcou 184 gols, divididos entre as passagens de 1923 a 1929 e de 1935 a 1937. Depois, encerrou sua trajetória no futebol atuando pelo Estudantes Paulistas.
 
Um dos primeiros grandes nomes da história santista, Araken ajudou a construir, ainda nos primórdios, a base do que o clube viria a se tornar.
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