Guilherme Guarche, do Centro de Memória
Colaboração de Wesley Miranda, da Assophis
“Sempre digo que sou o maior artilheiro humano do Santos. Setecentos e quarenta e um jogos, marquei quatrocentos e cinco gols. O Pelé é um ET e não conta”. A frase é sensacional e repetida diversas por Pepe, um dos maiores e mais importantes jogadores da história do Peixe e é o segundo maior artilheiro santista e é o segundo jogador que mais vezes envergou a camisa do Peixe.
Nascido em Santos, no dia 25 de fevereiro de 1935, uma segunda-feira de Carnaval, no mesmo ano em que o Santos conquistou seu primeiro título Paulista. Os pais eram José Macia e Clotilde Macia, ambos espanhóis da região da Galícia, eles vieram da Espanha por volta de 1930, e aqui se casaram, constituíram família. Teve dois irmãos,
José Macia pode ser considerado o mais santista de todos os santistas. Iniciou sua carreira jogando em São Vicente, cidade vizinha a Santos, onde morou durante a juventude. Chegou para as categorias de base do único clube que defendeu como jogador, em 1951, junto com Del Vecchio.
Um dos mais famosos Meninos da Vila, Pepe ganhou destaque desde a base. Em 1955, em seu segundo ano de profissional, foi autor do gol do título na vitória sobre o Taubaté, trazendo à Vila Belmiro uma conquista que não vinha há vinte anos e que deu início a um período inigualável de glórias.
Dono de grande potência nos chutes com a perna esquerda, ganhou o apelido de “Canhão da Vila”. Foram vários gols de falta, pênalti ou arremates fortes e certeiros. Chegou à Seleção Brasileira, mas lesões em momentos-chaves impediram-no de disputar ao menos uma partida de Copa do Mundo. Ainda assim, ganhou dois títulos Mundiais, sendo protagonista: em 1962 marcou gol na goleada em Lisboa, sobre o Benfica, e em 1963 suas bombas mudaram a história da decisão diante do Milan. É dele também o recorde de mais títulos com a camisa do Santos, com vinte e seis conquistas.
Depois de pendurar as chuteiras, passou a ter cargos na comissão técnica do Santos até assumir de vez o posto de treinador. Era o comandante do último título de Pelé no Peixe, o Paulistão de 1973. São treze títulos do Paulistão, somando as carreiras de jogador e treinador. Como treinador dirigiu a equipe em períodos distintos no período de 1972 a 1994 foram 371 partidas com 176V – 112E e 83D.
Pepe é casado com Dona Nélia e pai de Alexandre Macia, o Pepinho, Clô, Gisa e Rafael. A filha Gisa é jornalista e escreveu o livro “Pepe, o Canhão da Vila”. Pepinho foi treinador das equipes de base do Santos e é um roqueiro assumido. Clotilde Macia mais conhecida como Clô foi uma famosa modelo internacional e Rafael se dedicou a publicidade e hoje trabalha no Marketing do clube.
Nesse dia 25 de fevereiro, Pepe comemora 91 anos de uma vida de muitas glórias e inúmeras conquistas. Parabéns e muita saúde ao nosso eterno Menino da Vila, o Canhão da Vila.
Títulos com a camisa do Alvinegro Praiano:
Campeão Paulista nos anos de: 1955, 56, 58, 60,61,62,64,65,67,68 e 1969.
Campeão Brasileiro nos anos de: 1961,62,63,64,65 e 1968.
Campeão Mundial nos anos de: 1962/63.
Campeão Sul-americano nos anos de: 1962/63.
Campeão da Recopa Sul-americana no ano de 1968.
Campeão do Torneio Rio-São Paulo nos anos de: 1959,63,64 e 1966.
Foi Campeão Paulista como treinador no ano de 1973.
Frases sobre Pepe:
- “O maior artilheiro humano da história do Santos.”
- “Pepe chutava na barreira com tamanha força que, se alguém a tocasse, seria como se o carro de Pepe o atingisse.”
- “Pepe, uma única camisa, um legado atemporal.”
- “Era o ‘Canhão da Vila’ quando cobrava falta e acertava a rede, não dava chance.”
- “Pepe foi é será sempre o jogador com mais empatia dos torcedores santistas.