Santos FC entra em campo mais uma vez para apoiar a criação do Santuário das Baleias

Santos FC entra em campo mais uma vez para apoiar a criação do Santuário das Baleias

O Santos FC entra em campo mais uma vez para apoiar a criação do Santuário das Baleias no Atlântico Sul, uma união com o Greenpeace e outras 18 ONGs. As Alvinegras da Vila entrarão com uma faixa no gramado, antes e no intervalo da partida contra o Fluminense, nesta quarta-feira (05), às 21 horas, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

Além disso, um bandeirão estará novamente nas arquibancadas para chamar a atenção dos torcedores sobre a campanha, que tem como objetivo proteger as baleias da caça comercial. Faça a sua parte e assine a petição www.santuariodasbaleias.org.br

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Sobre Santuário das Baleias do Atlântico Sul

A criação de um santuário no Atlântico pode proteger pelo menos 51 espécies de baleias e golfinhos que habitam essas águas. Santuários são áreas onde a caça é proibida e a pesquisa não-letal e o turismo são encorajados. A observação de baleias gera 6,5 bilhões de reais/ano no mundo, e é feita em diversos locais na costa brasileira. As baleias não podem esperar Quase 3 milhões de baleias foram mortas no último século.

A criação do santuário é tentada pelo Brasil desde 1998, mas vem sendo barrada pelo lobby de alguns países. Enquanto isso, esses animais incríveis estão desaparecendo. A boa notícia é que Brasil, Uruguai, Argentina, Gabão e África do Sul apresentaram novamente a proposta de criação. Não podemos perder essa oportunidade! A hora é agora A Comissão Internacional da Baleia votará a criação do Santuário entre 22 e 28 de outubro, na Eslovênia. Na última tentativa, em 2014, a proposta obteve 69% dos votos, quando o necessário são 75%. Ajude-nos a pressionar os países a aprovar essa importante área de proteção! Parceiros O Greenpeace e várias outras organizações estão juntas nesta campanha global pela criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Entre elas estão:

O que é a campanha pelo santuário de baleias do Atlântico Sul? Durante o século 20, quase 3 milhões de baleias foram mortas em todo o mundo – 71% delas foram caçadas no hemisfério sul. Para garantir a recuperação das populações das diferentes espécies de baleias que ocorrem na região, tem sido proposto, desde 1998, a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. A medida, no entanto, sempre sofreu oposição e foi bloqueada por alguns países que fazem parte da CIB – Comissão Internacional da Baleia, como Japão e Noruega.

Agora, após atualizar a proposta do santuário incluindo um plano de manejo com base nas recomendações do Comitê Científico da CIB, um grupo de países formado por Brasil, Argentina, Uruguai, África do Sul e Gabão submeterá a criação do santuário à votação na próxima reunião da entidade, na Eslovênia, entre 20 e 28 de outubro. Para mobilizar a sociedade e exercer pressão na CIB, O Ministério do Meio Ambiente lançou a campanha “Santuário de Baleias do Atlântico Sul: #santuarioeuapoio”, que ganhou a adesão do Greenpeace e de outras organizações. 2. O que é necessário para que ele seja criado? Quando foi lançada, a proposta ganhou apoio consistente e crescente e se aproxima dos 75% dos votos necessários para sua aprovação.

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O objetivo é conseguir a adesão de países que ainda não se posicionaram a favor, como Antigua e Barbuda, Camboja, Cote d’Ivoire, Gana, Granada, Guiné, Kiribati, Laos, Ilhas Marshall, Mongólia, Morrocos, Nauru, Nicarágua, Palau, St. Kitts & Nevis, Santa Lucia, São Vicente e Granadinas, Tanzânia e Tuvalu. 3. O que posso fazer? Queremos mostrar que a população, não apenas a brasileira, mas a mundial, está preocupada com a conservação das baleias e apoia a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Ao assinar esta petição, você fortalece esse movimento. As assinaturas serão encaminhadas para os 98 países-membros da Comissão Internacional da Baleia para demonstrar a importância desta iniciativa. Compartilhe também seu apoio nas redes sociais. 4. Ainda são caçadas baleias no Brasil? Não. A Lei 7.643 proibe a captura de baleias e golfinhos nas águas brasileiras desde 1987. Além disso, as águas jurisdicionais marinhas brasileiras foram declaradas Santuário de Baleias e Golfinhos pelo Decreto Nº 6.698, de 17 de dezembro de 2008, com a finalidade de reafirmar o interesse nacional no campo da preservação e proteção de cetáceos e promover o uso não-letal das suas espécies.

A proposta do Santuário de Baleias no Atlântico Sul visa expandir a proteção para além das águas jurisdicionais brasileiras, incluindo as águas internacionais. Para além das águas brasileiras, em 1986 a Comissão Internacional de Baleias (International Whaling Commission, ou IWC) determinou uma moratória global na caça comercial em resposta à redução da população de baleias e ao crescente repúdio pela prática. Porém, o Japão, a Islândia e a Noruega fizeram objeção à moratória, e continuam realizando a caça de baleias. A intenção de expandir essa atividade para outros mares é uma ameaça silenciosa, mas que não pode se tornar uma realidade. 5. Por que o Greenpeace está envolvido? O Greenpeace sempre lutou pela criação deste santuário. Inclusive, em anos anteriores, exigiu uma postura mais contundente por parte do próprio governo brasileiro nesta articulação. Este ano, o Ministério do Meio Ambiente está liderando uma campanha, e o Greenpeace, assim como outras ONGs, decidiram apoiar para conseguir um engajamento ainda maior da sociedade e, assim, enviar uma mensagem clara a todos os países. 6. O que mais está sendo feito? O Greenpeace trabalha para proteger os oceanos. Isso inclui a criação de reservas marinhas, na qual são preservadas inúmeras espécies; um trabalho contra a pesca excessiva; a poluição dos mares; e o combate ao impacto das mudanças do clima que também afeta os oceanos e quem vive nele.

O Greenpeace denuncia a pesca ilegal e acompanha, por exemplo, a Comissão para a Conservação dos Atuns, articulando regulamentações e regras mais fortes para a conservação do atum-azul em diversos países. No Japão, o Greenpeace trabalha para acabar com as operações baleeiras. Também estamos em campanha para a Comissão Internacional da Baleia ser transformada em um verdadeiro acordo para a conservação desses animais.