Memória: Um menino promissor se destacava no Bauru Atlético Clube

Memória: Um menino promissor se destacava no Bauru Atlético Clube

No dia 29 de agosto de 1954 o Santos FC jogava na cidade de Bauru e empatava com a equipe do Noroeste pelo placar de 1 a 1 em partida válida do campeonato paulista, com Tite marcando o tento santista, a partida foi no estádio Alfredo de Castilho pertencente ao “Burro da Central” como era carinhosamente chamado o time do interior paulista.

Na preliminar do encontro acima jogaram as equipes juvenis do Noroestinho e do Bauru Atlético Clube (Baquinho) e no time do Baquinho que era dirigido pelo futebolista Valdemar de Brito, jogou um garoto de apenas 13 anos que tinha fama de ser um craque e que já despertava a atenção do público amante do futebol em Bauru, de nome Pelé, que no seio familiar era chamado de Dico e que foi o artilheiro na vitória do seu Baquinho por 4 a 1 realizando jogadas sensacionais para delírio do público presente na preliminar.

O detalhe maior é que nenhum dirigente do time santista prestou atenção no garoto e nem se interessaram em conversar com ele nem com seu pai nem com ninguém responsável pela equipe do Baquinho que desativou a equipe juvenil nesse mesmo ano.

Somente dois anos depois é que o futuro Rei do Futebol viria para o Santos FC trazido pelo mesmo técnico do Baquinho, já então nos amadores do Noroeste, Valdemar de Brito. Daí em diante todos os brasileiros conhecem a história do melhor jogador de futebol de todos os tempos, o eterno Rei Pelé.

E foi num dia 07 de setembro de 1956 que essa maravilhosa trajetória teve início no time da Vila Belmiro que jogando amistosamente na cidade de Santo André venceu a equipe do Corinthians FC pelo placar de 7 a 1 no estádio Américo Guazzelli na disputa do troféu Independência ofertado pela Prefeitura local. Pelé marcou o seu primeiro gol pelo Santos aos 36′ da etapa complementar quando já estava em campo o goleiro reserva de nome Zaluar.

Os demais gols foram marcados por Alfredinho (2), Del Vecchio (2), Álvaro e Jair Rosa Pinto. O time santista formou nesse encontro histórico com Manga; Hélvio e Ivã (Cássio); Ramiro (Fioti), Urubatão e Zito (Feijó); Alfredinho (Dorval), Álvaro (Raimundinho), Del Vecchio (Pelé), Jair e Tite. Técnico Luis Alonso, o Lula.
O Rei jogou com a camisa do Peixe 1116 partidas e marcou 1091 gols.

Guilherme Guarche – Coordenador do Centro de Memória e Estatística