Memória: Santos FC encerrava longa excursão pelo Norte e Nordeste do país

Memória: Santos FC encerrava longa excursão pelo Norte e Nordeste do país

No dia 02 de fevereiro de 1947, o Santos FC jogava a última partida da longa excursão ao então Norte/Nordeste do país e vencia a equipe do Remo pelo placar de 3 a 2 com gols de Caxambu, Adolfrises e Ruy formando o Peixe com: Osni; Artigas e Expedito; Nenê, Dacunto e Ayala; Zeferino, Leonaldo (Maracaí), Caxambu, Adolfrises (Canhoto) e Ruy. O técnico era Abel Picabéa.

Essa excursão na qual não sofreu nenhuma derrota e que teve início no dia 29 de novembro de 1946 na vitória diante do América FC na cidade de Recife, ao todo o Peixe disputou 15 partidas vencendo 12 e empatando 03 marcando 52 e sofrendo 17 gols.Os artilheiros do Alvinegro foram: Caxambu (19), Adolfrises (18), Ruy (5), Zeferino (3), Leonaldo (3), Maracai (3), Pirombá (1) e Juju que marcou contra (1).

A imprensa destacou o elenco santista chamando-o de “Campeão do Norte” e vários cronistas da cidade enalteceram a longa excursão que foi comemorada na Baixada Santista e em todo o Brasil. O então radialista Vicente Cascione da Rádio Clube de Santos, assim escreveu:

Salve, Pavilhão Alvinegro:
“Do Sul, deste recanto maravilhoso do Atlântico, partiu para o Norte a luzida embaixada Alvinegra com o cargo de responsabilidade de defender lá nas plagas do Norte do País o nome do futebol santista, e… porque não? Paulista! Com essa incumbência, saiu o Santos FC da nossa Santópolis com destino ao extremo norte deste imenso Brasil.
Uma vez lá, o Clube de Urbano Caldeira logo se pos a campo para se desobrigar dos compromissos assumidos. – Veio a primeira partida e com ela surgiu o primeiro triunfo. Apenas estava cumprida a primeira etapa da longa e árdua jornada que se deparava ante o gigantesco programa a ser levado a efeito. Vieram outros compromissos, outros mais, e assim sucessivamente e, o clube do “Gigante da Vila Belmiro” a tudo e a todos levou de vencida, diante da estupefação de todos, onde quer que fosse a notícia, a cada sucesso da brava rapaziada Alvinegra, que não teve o dissabor de conhecer nessa longa digressão, uma derrota sequer!
Feito notável, esse, que certamente, ficará para sempre gravado na memória de todos, mesmo daqueles que não acreditavam no êxito dessa ousada “tournée” do clube da “técnica e da disciplina”, agora sob o comando de um homem da envergadura de Athié Jorge Coury.
Salve, pois, o pavilhão Alvinegro!”.

Guilherme Guarche
Coordenador do Centro de Memória e Estatística do
Santos Futebol Clube