Memória: Santos FC completa 51 anos da disputa do “Jogo do Século”

Memória: Santos FC completa 51 anos da disputa do “Jogo do Século”

No dia 16 de janeiro de 1965, o time da Vila Belmiro disputava aquela que é considerada como uma das melhores exibições do Santos Futebol Clube no decorrer dos anos. O Alvinegro, jogando no Torneio Hexagonal do Chile na cidade de Santiago do Chile, no Estádio Nacional de Santiago foi aplaudido de pé pela torcida chilena ao vencer de maneira soberba, mostrando um futebol arte que marcou o time Alvinegro na década do ano de 1960, a Seleção da Checoslováquia pelo placar de 6 a 4 com gols de Pelé (3), Coutinho (2) e Dorval. O técnico Lula mandou a campo a seguinte formação: Gilmar; Ismael, Modesto e Geraldino; Haroldo e Zito (Mengálvio); Dorval, Lima, Coutinho (Peixinho), Pelé e Pepe (Toninho).

No país andino, o Alvinegro Praiano já se apresentou em 47 oportunidades, tendo vencido 30, empatado seis e perdido 11 partidas, marcando 131 e sofridos 68 gols.

A imprensa chilena maravilhada com a partida qualificou o encontro como sendo “O jogo do século”, considerando que foi a mais perfeita disputada em gramados andinos. O Rei Pelé para os chilenos foi a vedete do jogo e o jornal “Tercera Hora” estampou na primeira página a manchete “Pelé és de otro mundo” e publicou o texto abaixo:

“Já se passaram dois dias e os torcedores ainda comentam, entusiasmados, o encontro de sábado último, no Estádio Nacional, perante cerca de 80 mil espectadores, entre o Santos e a Seleção da Checoslováquia, vice-campeã mundial. Foi uma partida de alto valor internacional a disputada entre o Campeão e o Vice-Campeão mundiais de futebol. Mas isso não é tudo, o que mais se destacou do cotejo, foi o cavalheirismo, o jogo limpo, junto à hierarquia do futebol que se exibiu, à elegância, a inteligência, enfim, demonstradas. Por tudo que fizeram em campo as equipes do Santos, de São Paulo e da Seleção da Checoslováquia, esses 80 mil espectadores se puseram de pé, acenderam fogueiras com jornais e revistas e tributaram a ambos os quadros uma estrondosa ovação que demorou longos minutos, enquanto todos os rapazes brasileiros e checos se emocionaram até as lágrimas. Todos os jornais e revistas dizem que foi uma “partida inesquecível”, porque fazia muito tempo que não se presenciava um prélio tão extraordinário e tão belo. Sobre isso, não há opiniões contrárias e brasileiros e checos se transformaram em “regalo” da torcida que acompanha este torneio Hexagonal, destacando-se o carinho arrebatador da mesma para com o “Rei” Pelé e para o astro checo Masopust”.

Guilherme Guarche – Centro de Memória e Estatística do Santos