Um título repleto de fortes emoções

Um título repleto de fortes emoções

Por Guilherme Guarche do Centro de Memória

O 18º título de Campeão Paulista, obtido pelo Santos ocorrido em um belo dia de domingo, 2 de maio de 2010, era o início de conquistas de uma geração que ficou marcada como uma nova geração dos Meninos da Vila.

Nas partidas da final do certame, o Alvinegro Praiano jogou contra o Santo André duas vezes e as duas partidas foram no Estádio do Pacaembu. Na primeira, o Peixe venceu com dificuldades o time do grande ABC, por 3 a 2, com dois gols de Wesley e um do centroavante André.

Já na segunda e decisiva partida, mesmo com dois belos gols do garoto Neymar, em dia de muita inspiração, o Alvinegro foi derrotado também por 3 a 2, mas ficou com o título por ter melhor campanha. Foi uma partida de emoções múltiplas pois o time do Santo André jogou uma de suas melhores partidas em sua história e valorizou em muito a conquista do título pelo Santos.

Quem dirigia o Peixe era Dorival Júnior que escalou o time com Felipe, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo Bastos; Arouca, Rodrigo Mancha, Marquinhos e Ganso; Neymar (Roberto Brum) e Robinho (André, depois Bruno Aguiar).

O título esteve perto das duas equipes durante o confronto. Os 36 360 espectadores presentes ao estádio do Pacaembu assistiram uma das mais emocionantes partidas do campeonato, pois tanto o Peixe como o “Azulão” queriam levar para suas cidades a taça do torneio regional.

O Santos quase viu a chance de se tornar campeão quando três de seus jogadores foram expulsos de campo: Léo, Marquinhos e Roberto Brum, no adversário foi expulso Nunes.
O técnico santista teve que se desdobrar para conseguir o título, pois Neymar e Robinho, tinham sido substituídos, então aconteceu um momento marcante, foi quando ele chamou o zagueiro Bruno Aguiar para entrar no lugar de Ganso.

Nesse instante por gestos que a tevê mostrou, o meia se recusou a sair e, com os dois indicadores voltados para o chão, deixou claro que ali era o seu lugar e ficaria em campo até o final.

Sua atitude motivou o torcedor santista que passou a empurrar das arquibancadas o time com gritos e mais gritos de incentivo quem saiu foi André, e Ganso permaneceu no gramado tonando-se o único ponto de fuga do Santos para segurar a bola no ataque.
Com a extrema categoria de um verdadeiro camisa 10 – apesar de nesse dia usar a 17 – Ganso protagonizou lances de grande inteligência, protegendo a bola contra vários adversários ou cobrando o escanteio curtinho, para ninguém, apenas para ganhar tempo.

Com um futebol ofensivo e descontraído, em que os gols eram comemorados por dancinhas comandadas por Neymar, o time fez 72 gols em 23 partidas, com média superior a três gols por jogo. Neymar foi o artilheiro da equipe com 14 gols, apenas dois a menos do que Ricardo Bueno, do Oeste, o artilheiro do campeonato. Ao todo o time da Vila disputou no torneio 23 partidas, tendo vencido 18, empatado duas e perdido três partidas, marcando 72 e sofrido 33 gols.

Após o título, uma nova geração se consolidou no Peixe. Liderados por Neymar e Paulo Henrique Ganso, os novos Meninos da Vila cumpriram a expectativa e ganharam títulos importantes nos anos seguintes, entre eles a Copa do Brasil, a Copa Libertadores de 2011 e a Recopa Sul americana em 2012.

Giovanni, o Messias volta pela terceira vez ao Santos

A primeira partida do campeonato na vitória diante do Rio Branco por 4 a 0, no Estádio do Pacaembu, teve a estreia do técnico Dorival Júnior e dos jogadores Breitner, Bruno Rodrigo e Bruno Aguiar e também o retorno equipe de Roberto Brum e Wesley além da volta ao clube do meia Giovanni em sua terceira passagem pelo Peixe após ter sido dispensado da equipe no ano de 2006.