Leomon Moreno, atleta de goalball do Santos FC/LMC, conquista o ouro com a seleção na Paralimpíada de Tóquio

Leomon Moreno, atleta de goalball do Santos FC/LMC, conquista o ouro com a seleção na Paralimpíada de Tóquio

O atleta Leomon Moreno, jogador de goalball do Santos FC/Lar das Moças Cegas fez história nos Jogos Paralimpícos de Tóquio. A seleção brasileira conquistou a inédita medalha de ouro, nesta sexta-feira (03), ao vencer a China por 7 a 2. Titular e um dos melhores da modalidade no mundo, Leomon fez três gols na final. A campanha do Brasil teve seis vitórias e apenas uma derrota.

Leomon Moreno da Silva tem 28 anos, nasceu em Brasília (DF) e joga como ala na classe B1. Ele perdeu a visão quando ainda era um bebê, por conta de uma retinose pigmentar. O atleta conheceu a modalidade por meio dos irmãos, que já praticavam o esporte e possuem a mesma doença que ele. As principais conquistas são: bicampeão nos Jogos ParapanAmericanos (Lima 2019 e Toronto 2015); bicampeão mundial (Malmö 2018 e Finlândia 2014); bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016; prata nos Jogos Paralímpicos Londres 2012.

Em 2014 foi eleito, por voto popular, o melhor paratleta brasileiro e recebeu o Prêmio Paralímpicos, concedido pelo Ministério do Esporte. Em 2018 foi considerado o melhor jogador do mundo na modalidade. Além disso, foi escolhido como porta-bandeira pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para a cerimônia de abertura dos Jogos Parapan-Americanos de 2019 em Lima, no Peru.

Foto: Alê Cabral/CPB

 

O goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual. A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra, há um gol com 9m de largura e 1,30m de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária.

A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo e nas paradas oficiais. A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg.

 

Nesta modalidade, os atletas deficientes visuais das classes B1, B2 e B3 competem juntos. Todas as classificações são realizadas por meio da mensuração do melhor olho e da possibilidade máxima de correção do problema. Todos os atletas, independentemente do nível de perda visual, utilizam uma venda durante as competições para que todos possam competir em condições de igualdade.