A origem do nome “Pelé” e o apelido secreto

A origem do nome “Pelé” e o apelido secreto

Pelé chegou a Bauru no dia 15 de setembro de 1944, vindo da cidade mineira de Lorena.  Seu pai João Ramos do Nascimento, conhecido no futebol como Dondinho, assinara um contrato com a equipe do Lusitana Atlético Clube, que depois se transformaria no Bauru Atlético Clube.

Junto com Dondinho vieram a esposa Celeste, a mãe Ambrosina, o cunhado Jorge Arantes e os filhos Maria Lúcia com 8 meses, Jair, o Zoca, com 2 anos, e Edson, o Dico, com 4. De início, a família Nascimento ficou instalada no hotel da Estação, no centro da cidade de Bauru, até a mudança definitiva para a rua Rubens Arruda, 3.

Desde menino Dico gostava de jogar bola e ao lado do tio Jorge, companheiro inseparável, assistia os jogos do pai Dondinho pelo Vasco da Gama de São Lourenço de Minas Gerais.

O grande nome do time do Vasco era um goleiro apelidado de Bilé. Suas atuações chamavam muito a atenção do garoto Dico que gostava de brincar no gol e costumava gritar após algumas defesas: “Boa, Bilé!”. Porém, como a dicção do garoto ainda estava em formação, o Bilé passou a ser pronunciado como Pelé. No início, o menino se irritava com o apelido de Pelé, mas depois foi se acostumando e o Bilé virou a marca mundial de Pelé.

O apelido secreto

O Rei do futebol era um craque completo. Chutava com as duas pernas, cabeceava, cobrava faltas e escanteios, era extremamente veloz, marcava os adversários e até mesmo atuando como goleiro, ele também se destacava.

O Rei Pelé como goleiro (Foto: Arquivo Santos FC)

Inclusive, Pelé atuou como goleiro durante quatro partidas oficiais do Santos FC. Nas ocasiões, os arqueiros se machucaram ou foram expulsos, e não era mais possível realizar nenhuma alteração na equipe. E o Rei foi para debaixo das traves, e em todas essas partidas ele não deixou o time santista sofrer gols.

Sabendo dessa habilidade e quando possível, Pelé também treinava como goleiro durante os treinamentos do Alvinegro. E o eterno Pepe, nos revelou um apelido do Rei que até então, era desconhecido.

No ano de 1956, o Noroeste contratou um goleiro chamado Julião. E o arqueiro tinha o porte físico e aparência similar a do Atleta do Século. E quando Pelé começou a treinar suas habilidades como goleiro, o Canhão da Vila começou a chamá-lo de “Julião” ou apenas “Júlio”, em alusão ao goleiro da equipe de Bauru, coincidentemente, a cidade em que Pelé começou a despertar para o futebol. O apelido “pegou”, e além de Pepe, os outros atletas também começaram a chamar Pelé de Julião.

“Eu ainda o chamo de Julião. Quando nos encontramos, eu digo: “Eai Julião, como você está”? Ele se diverte, e o nosso carinho sempre será eterno”, disse José Macia, o nosso querido Pepe.