Com preparação física intensa, Sereias se adaptam bem ao calendário 2017

Com preparação física intensa, Sereias se adaptam bem ao calendário 2017

A retomada do time feminino do Santos FC aconteceu em janeiro de 2015 e naquela temporada o técnico Caio Couto comandou as Sereias da Vila em 16 partidas pelo Campeonato Paulista, sendo o terceiro colocado na competição. No mesmo ano, a equipe realizou mais 10 confrontos pelo Campeonato Brasileiro (até a 2ª fase). Em 2016 as alvinegras entraram em campo por três competições e disputaram o mesmo número de duelos: 26 (18 pelo Paulista onde foi finalista, quatro pela Copa do Brasil e outros quatro no Brasileirão). Já o calendário de 2017 tem até aqui 38 jogos disputados (20 pelo Campeonato Brasileiro onde o Santos FC foi campeão e 18 pelo Paulista que é liderado pelas Sereias) e o número pode chegar a 44, caso o time seja, mais uma vez, finalista do estadual.

Gláucio Carvalho, de 49 anos, tem Licenciatura Plena em Educação Física e especializações em futebol e treinamento desportivo. É o responsável pela preparação física das meninas desde março de 2016. Gláucio garante que as atletas se adaptaram bem ao extenso calendário. “Está sendo maravilhosa esta adaptação! Temos um elenco muito técnico e profissional que cumpre a risca todas as sugestões e determinações da Comissão Técnica e, o que é melhor, comprou a ideia de vencer sempre e ganhar títulos, o que valoriza todo o grupo e engrandece ainda mais a história gloriosa do clube.”.

“Começamos a planejar 2017 logo após a decisão do Paulista de 2016. No dia seguinte a comissão técnica se reuniu traçando metas e objetivos para esta temporada e o que deveríamos melhorar para ganharmos títulos. Planejamos a melhoria técnica, tática e física da equipe, definimos datas para o início do trabalho (que começou em janeiro), escolher a melhor estrutura para a realização do mesmo e contratações para que pudéssemos alcançar nossa primeira meta de 2017, a conquista do Campeonato Brasileiro.”, explicou Gláucio.

O profissional ainda ressaltou que “no período decisivo do Brasileiro, chegamos a realizar 22 jogos em 11 semanas, mesmo assim, sem lesões e ainda jogando o Paulista sem sofrer derrotas. Acredito que passamos bem por esta fase, grande parte devido a divulgação do calendário 2017 ainda em 2016 o que nos possibilitou a montagem do planejamento para este ano, que ao ser colocado em prática, vem demonstrando excelentes resultados, onde atletas conseguem jogar com alta performance e tendo bom nível de recuperação.”, disse.

O preparador físico das Sereias da Vila também destacou a importância da suplementação neste processo de adaptação ao calendário extenso. “A suplementação de atletas passou a ser de fundamental importância, não somente para os que praticam o futebol, mas para todos os praticantes de esportes de alto nível, especificamente para a nossa modalidade. Necessitamos diariamente utilizá-los.”.

“O futebol é um esporte de deslocamentos intermitentes que utiliza várias valências físicas durante os jogos e treinamentos, uma atleta de futebol feminino do Santos chega a realizar de 1000 a 1200 ações numa partida, entre andar, saltar, correr, chutar, frear, acelerar. O desgaste é enorme! Jogamos na quarta e no domingo e precisamos recuperar rápido, precisamos treinar, correr, ganhar massa, ganhar força, melhorar sempre. Além de tudo isso, vencer. A suplementação ajuda a conseguirmos atingir esses objetivos, seja de forma individual ou coletiva, para que em conjunto com boas e produtivas sessões de treinos consigamos recuperar bem e seguirmos vencendo.”, declarou Gláucio Carvalho.

O preparador físico do Santos FC fez questão de evidenciar o crescimento do rendimento das atletas. “Temos que ter a noção que são esportes iguais, porém modalidades diferentes. O futebol masculino possui muito mais força que o feminino, que tem o aspecto cultural e preconceituoso, onde o homem nasce para jogar bola e a mulher no Brasil ainda não. Isso provoca a falta de lastro fisiológico, onde o homem possui um histórico físico e técnico desde criança e a mulher não, ou seja, o homem joga bola quando começa a andar e a mulher, quando tem escolha e local, apenas quando parentes ou amigos permitem. Não tenho dúvidas em afirmar que o futebol feminino está no mesmo estágio do futebol masculino em termos de conhecimento e competência dos profissionais que atuam na modalid((ade pois os grandes clubes que possuem o futebol feminino tem investido em profissionais experientes, formados, especializados e em grande parte oriundos do futebol masculino.”, finalizou.

(fotos: Pedro Ernesto Guerra Azevedo / texto: Fabiano Farah)