Algar cria projeto para reconectar pessoas desaparecidas às suas famílias

Algar cria projeto para reconectar pessoas desaparecidas às suas famílias

A ONG Mães da Sé terá um reforço importante na busca por pessoas desaparecidas por meio do projeto “Links Perdidos”, criado pela Algar, patrocinadora do Santos FC. Agora, os clientes da Algar Telecom – empresa de telecomunicações do Grupo – não serão redirecionados para um resultado de erro quando digitarem, por engano, algum site na barra de endereços na internet. Em vez disso, serão redirecionados para uma página com fotos de pessoas desaparecidas

Para fortalecer a ação e incentivar a participação de toda sociedade civil nesta causa, o projeto “Links Perdidos” será lançado na partida do Santos FC contra o Vasco, na Vila Belmiro na quarta-feira (08). O Peixe, parceiro da Algar desde o final de 2015, se engajou na iniciativa, que terá um reforço também no domingo (19), quando enfrenta o Grêmio. O endereço do site estará estampado nas costas da camisa dos jogadores, onde fica a marca da empresa.

“Nossa relação de parceria com o Santos tem proporcionado bons resultados para ambas as marcas. O envolvimento do time no projeto vai trazer ainda mais visibilidade e oportunidade de sucesso na reconexão desses links perdidos. Estamos todos juntos nesta causa”, afirmou Eliane Garcia Melgaço, vice-presidente de Gente do grupo Algar.

O projeto não impedirá que os clientes insiram o nome correto do site que procuravam, mas, por outro lado, será um convite para que cliquem e conheçam o “Links Perdidos”; e como ajudar a reconectar o link de uma pessoa desaparecida com sua família.
A iniciativa vai atingir clientes da Algar Telecom, localizados em mais de 300 cidades das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do País, além do Distrito Federal. Porém, a participação é aberta a todos por meio do site www.linksperdidos.com.br

Serviço à comunidade
De acordo com um levantamento inédito do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nos últimos 10 anos, foram registrados quase 700 mil desaparecimentos no Brasil, ou seja, foram oito pessoas desparecidas por hora durante o período.

Eliane Garcia Melgaço afirma que o projeto visa contribuir para que essas famílias tenham um final feliz. Ela explica a página de erro gera um fluxo de 6 milhões de visualizações por mês, que serão redirecionados para fortalecer o movimento de maior credibilidade na causa de pessoas desaparecidas no Brasil, Mães da Sé. “O ‘Links Perdidos’ tem tudo a ver com nosso jeito de ser. Nós genuinamente acreditamos que reconectar pessoas desaparecidas é mais uma forma de cumprir nosso propósito de servir a comunidade. Mais do que isso, nós estamos estimulando a empatia, comportamento que valorizamos muito na Algar”, afirmou a executiva.

Para Ivanise Esperidião, fundadora e presidente da Mães da Sé, a divulgação é a ferramenta de trabalho da ONG. “É como se fosse uma luz no fim do túnel para mães que, como eu, procuram seus filhos. Quanto mais parcerias firmarmos, mais chances teremos de ajudar as famílias. Se a gente encontrar pelo menos uma pessoa através dessa ação, já valeu a pena”, ressaltou.

Sobre a ONG Mães da Sé
A ONG Mães da Sé foi fundada em 1996 como Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD) para ajudar na elucidação dos casos de desaparecimento de crianças em São Paulo. Com o tempo, o movimento foi ampliado e passou a atender familiares de pessoas de todas as idades, em qualquer lugar do Brasil. Até hoje, foram cadastrados mais de 10 mil casos, dos quais 42% foram solucionados.